Vinhos do Pico, uma viticultura extrema

 

A Ilha do Pico toma o seu nome do vulcão Ponto do Pico, que, aos 2.351 metros, é a montanha mais alta de Portugal.


As suas vinhas são cultivadas em currais, pequenas parcelas rodeadas por antigas paredes de pedra seca que as protegem dos ventos do oceano. São plantadas no lajido, a crosta de lava formada ao longo de séculos após a erupção do vulcão. Têm baixos níveis de produção que se caracterizam por uma alta qualidade.
Em 2004, a Paisagem da Cultura Vinícola da Ilha do Pico foi classificada como Património Mundial pela UNESCO e é agora reconhecida internacionalmente pelas suas técnicas vitivinícolas verdadeiramente únicas.

 

Os vinhos do Faial

São produzidos numa paisagem de cortar a respiração em redor do vulcão Capelinhos, criado em 1957 após a última erupção no arquipélago: uma montanha de terra vermelha e preta, salpicada de rochas vulcânicas que emerge do incrível oceano azul profundo.

Graças aos vinhos da Adega do Vulcão, houve um renascimento da atividade nesta nobre zona vitivinícola com características únicas no arquipélago. A terra, onde as cinzas das erupções foram depositadas em 1957, é caracterizada por uma composição mineral única, associada a uma excelente drenagem e a um microclima especial.

A erupção dos Capelinhos.
1957, Oceano Atlântico, Arquipélago dos Açores, Ilha do Faial.

Nas primeiras horas da manhã, a terra começou a tremer e, a cerca de uma milha da costa ocidental, o mar tornou-se muito agitado e quente. Este foi o início da erupção do Capelhinos, um novo vulcão que iria continuar a sua atividade durante mais de um ano, dando origem à mais nova terra de Portugal.
Jornalistas, fotógrafos, cientistas e vulcanólogos vieram a correr de todo o mundo para documentar o único vulcão do mundo que podia ser fotografado, filmado, visto, estudado e interpretado desde o início até ao fim da erupção.
Areia e cinza explodiram do vulcão durante meses, submergindo completamente os campos e destruindo casas sob o seu peso. Do ponto de vista social, este fenómeno natural marcante teve consequências dramáticas, com metade da população a emigrar para os Estados Unidos, graças a uma lei dos refugiados proposta pelo então senador John Fitzgerald Kennedy.